domingo, 11 de dezembro de 2011

Gojira - A Sight to Behold (Live at Vieilles Charrues Festival 2010)



(TRADUÇÃO)

Refletindo-nos no sangue de todos os seres que matamos
Nos desentendendo, sem controle nos mantemos
Há um mistério, estamos diante de um aspecto a ser visto
Isto é o que fazemos do mundo, nós jogamos tudo fora

A maneira como todos se comportam não é compreensível
É tão triste ver a riqueza de nosso planeta desaparecer
Todos nós nos comportamos como crianças, tirando a cabeça do nosso ursinho de pelúcia,
Para ver o que está dentro, podendo, não voltar atrás
Nós drenamos os oceanos e sugamos todo o sangue para fora do solo
Passamos o tempo que nos resta, lutando e matando uns aos outros
Desejo pelo conforto, o entretenimento se torna uma obsessão
E há tanto tempo para matar

A maneira como vejo as coisas é tão simples
O fato de que estou andando de pé sobre esta terra
Exausto é o reino da natureza, os amigos estão morrendo
As criaturas que vivem ao nosso lado
Do jeito que eu me vi, tão confuso tão sofisticado,
Eu tenho que ficar longe de mim
Mas eu ainda não consegui entender
O que vale a pena destruir todos os mundos
Tente não ficar mais nisso

Você se queima, põe fogo pelo bem
Morremos de olhos fechados, cavamos a nossa própria sepultura
Jogado no fogo nu sobre a chama
Perdido e sem orgulho, afogado na sujeira
A serpente gigante está vindo para comer as nossas cabeças
E o dilúvio vai nos matar, Mantus está crescendo sob

A maneira como vejo as coisas é tão simples
O fato de que estou vivendo nesta terra morrendo
Exausto é o reino da natureza, os amigos estão morrendo
As criaturas que vivem ao nosso lado
Do jeito que eu me vi, tão confuso tão sofisticado
Não tem que ficar longe de mim
Mas eu ainda não consegui entender
O que vale a pena destruir todos os mundos

Tente não ficar mais nisso [4x]


Gojira - Flying Whales (Live at Vieilles Charrues Festival 2010)



Banda francesa de death metal


(TRADUÇÃO)

Águas de caos
Invadiram todo o espaço
A enchente na Terra novamente
Devo achar as baleias
Que outrora nos guiaram
Para terras secas de vida
Não me desesperarei
Eu romperei esta escuridão em todo redor

Sob o pesado oceano
Eu procurarei o vôo das baleias

Abaixo dos oceanos eu pesquisei
E tive uma visão diferente
De nós na Terra:
Os navios naufragados do homem
Mas além das estrelas
Encontrei o lugar
Onde elas estavam
E elas finalmente vieram à luz

Sobre os ventos
Elas residem na luz
Como a flecha no céu
Encontrei-me em terras mais elevadas
Daqui de cima
Para vê-las em vôo

Agora consigo ver as baleias
Miragens fora do escuro
Como flechas no céu
Não consigo acreditar em meus olhos
Mas é verdade

Um túnel imenso termina em luz
Como nuvens elas se reúnem
Vejo formas massivas de carne
Nadadoras gigantes no líquido
A mais poderosa vem até mim
Estou na asa, bem aberta
Elas me ensinam como voar
Movendo-se vagarosamente no ar
Elas dançam

Tanto dito sem palavras
Presença poderosa apenas para discursar
Respiro

Sobre os ventos
Elas residam na luz
Voam


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Heaven Shall Burn - The Weapon They fear

HEAVEN SHALL BURN - Combat



Banda alemã de metalcore, o Heaven Shall Burn é conhecido por suas músicas contrárias ao racismo, as injustiças sociais e ao autoritarismo.


(tradução)


Bem-vindo a um mundo de dor
Este é o dia de sua conversão, a mortificação
Arrastado para fora de casa no sangue noturno
Escravo de um sistema brutal


Sempre, para sempre


Você é um órfão agora
Aprovado pela besta de guerra
O fim de todos os seus sonhos de infância chegou
Nunca mais você encontrará um rosto com um sorriso
Agora a paz deixou o seu sono para sempre
Não há braços para te abraçar
Ainda não há mãos para enxugar suas lágrimas


Constrangido e forçado a matar
Estas crueldades vão assombrá-lo
Uma vida em combate
Seu medo vai fazer você sangrar
Seu combate interior
Uma vida sem futuro
Você vai esquecer os seus desejos
E nenhum abraço, mas um rifle em suas mãos


Para todo o sempre


Você é um órfão agora
Aprovado pela besta de guerra
O fim de todos os seus sonhos de infância chegou
Uma vida de luta, para sempre
Nunca mais você encontrará um rosto com um sorriso
Agora a paz deixou o seu sono para sempre
Não há braços para te abraçar
Ainda não há mãos para enxugar suas lágrimas


Não há braços para te abraçar
A paz deixou seu sono


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Arch Enemy - Yesterday Is Dead And Gone



"Seja feliz do jeito que você é. Seja responsável por si mesmo. Viva a sua vida, seja feliz, e não faça mal aos outros. Em essência, a religião é escravidão espiritual, enquanto tomar conta da sua própria vida, sua própria alma, é a verdadeira liberdade." (Angela Gossow, vocalista do Arch Enemy)

Arch Enemy - We Will Rise



"Não há nenhum Deus. Estou surpresa de ver que as pessoas ainda acreditam que existe um, é como dizer que eu acredito no Coelhinho da Páscoa ou Papai Noel. A ciência está tão avançada e as pessoas têm tentado por milhares de anos provar a existência de Deus e todas elas falharam miseravelmente. Olhando para o mundo nesse estágio é óbvio que é um mundo sem Deus e a Igreja só está envergonhando a si mesma fazendo manchetes com o abuso de crianças e mensagens como 'não use preservativos' em países e regiões como a África onde a AIDS ainda está se espalhando como louca. É uma espécie de instituição do mal e eu acredito que a religião tem sido utilizada apenas para o abuso de poder e promoção de guerras ... Sim, eu sou uma ateísta inflexível. Quanto ao satanismo, acho que é o cristianismo virado de cabeça para baixo, essencialmente orando aos mesmos deuses. Não há nenhum deus diante de mim! Eu não aceito qualquer autoridade, nem mesmo um ser divino ou satânico".

(Angela Gossow, vocalista do Arch Enemy)

terça-feira, 26 de julho de 2011

VULTURE - ABENÇOADO SEJA O HOMEM ATEU



"A ideia dessa letra foi fazer uma sátira com a forma de pensar dos cristãos, que acreditam que deus é responsável por tudo o que acontece em nossas vidas, mas se ele é responsável por tudo, é responsável pelas coisas ruins também, ou seja, responsável pelas guerras, pela miséria, pelas mortes que ocorrem diariamente. O intuito dessa letra é fazer as pessoas refletirem sobre esse ponto de vista e, se possível, enxergarem que nada acontece “graças a deus” e sim graças a fatores naturais e ao próprio homem.

No meu ponto de vista, as pessoas são tão condicionadas a apenas acreditar sem nunca questionar, que nem param para analisar o quão sádico e sacana é esse deus, quantas vezes já escutei: “Ah se aconteceu dessa forma foi porque deus quis assim”, “Não deu certo porque não era para dar”, “Se deus quiser vai dar certo”, não suporto esse tipo de pensamento derrotista, para mim isso é o que tem de pior nas religiões, elas tiram toda a responsabilidade das pessoas sobre suas próprias vidas, essas pessoas nunca se tornarão o que querem e sim o que deus quiser, ou seja, se tornarão conformistas e sempre que algo estiver ruim, indo mal ou dando errado, estarão com suas consciências tranqüilas porque não será culpa delas, foi apenas à vontade de deus.

Sempre buscamos respeitar todas as pessoas, mesmo muitas vezes não tendo nossos pontos de vista respeitados por elas. Defendemos nossa maneira de ver o mundo, mas tentamos não julgar as pessoas pela religião, raça, time de futebol, gosto musical, nacionalidade, opção política, são coisas supérfluas que não definem o caráter de uma pessoa."

(Adaulto, vocalista e guitarrista do Vulture)

Política

Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.

A política, como forma de atividade ou de práxis humana, está estreitamente ligada ao poder. O poder político é o poder do homem sobre outro homem, descartados outros exercícios de poder, sobre a natureza ou os animais, por exemplo. Poder que tem sido tradicionalmente definido como "consistente nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem" (Hobbes) ou, como "conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados" (Russell).

São várias as formas de exercícios de poder de um indivíduo sobre outro; o poder político é apenas uma delas.

Para Aristóteles a distinção é baseada no interesse de quem se exerce o poder: o paterno se exerce pelo interesse dos filhos; o despótico, pelo interesse do senhor; o político, pelo interesse de quem governa e de quem é governado. Tratando-se das formas corretas de Governo. Nas demais, o característico é que o poder seja exercido em benefício dos governantes.


O PENSAMENTO LIBERAL

O pensamento liberal se baseia à direita do espectro político. O liberalismo tem suas origens na filosofia política de John Locke e nas doutrinas econômicas de Adam Smith e David Ricardo. Se baseia na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal. Os principais conceitos do pensamento liberal incluem individualismo metodológico e jurídico, liberdade de pensamento, liberdade religiosa, direitos fundamentais, estado de direito, governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada, e livre mercado.

Locke

John Locke é um filósofo inglês do século XVII, defensor do contratualismo, doutrina filosófica fundada por Thomas Hobbes, em oposição a doutrina do direito divino dos reis.

O filósofo Thomas Hobbes (1588-1679) afirma que os homens no estado natural (isto é, sem Estado) vivem de forma egoísta, em que uns se jogam contra os outros pelo desejo de poder, da riqueza, de propriedades. Daí a frase: “homo homini lupus”, cada homem é lobo para o seu próximo. Como desta forma eles se destroem uns aos outros, eles necessariamente precisam de um contrato, um contrato para constituir um Estado, um Estado que refreie os lobos, que impeça o desencadear-se dos egoísmos e a destruição mútua.

John Locke (1632-1704) observa que no estado natural o homem está plenamente livre, mas sente necessidade de colocar limites à sua própria liberdade, a fim de garantir a sua propriedade. Acha que a falta de um Estado não garante a propriedade. Insistia em dizer que o Estado é soberano, mas sua autoridade vem somente do contrato que o faz nascer. O seu conceito de Estado é distinto do de Hobbes. Para Hobbes, o contrato gera um Estado absoluto; para Locke, este pode ser desfeito a qualquer momento.

John Locke é considerado o pai do liberalismo. No "Primeiro tratado sobre o governo civil", critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No "Segundo tratado sobre o governo cívil", expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada.

A filosofia política de Locke fundamenta-se na noção de governo consentido dos governados diante da autoridade constituída e o respeito ao direito natural do ser humano, de vida, liberdade e propriedade. Influencia, portanto, as modernas revoluções liberais: Revolução Gloriosa Inglesa, Revolução Americana e na fase inicial da Revolução Francesa.

John Locke é considerado como "o último grande filósofo que procura justificar a escravidão absoluta e perpétua"[a*]. Ao mesmo tempo que dizia que todos os homens são iguais, Locke defendia a escravidão (sem distinguir que fosse a relativa aos negros). Locke somente sustenta a escravidão pelo contrato de servidão em proveito do vencido na guerra que poderia ser morto, mas assume o ônus de servir em troca de viver.

ALGUMAS VERDADES SOBRE O PENSAMENTO LIBERAL

O filósofo inglês John Locke pode ser considerado como o marco da democracia liberal. Entretanto o conceito de democracia defendido por Locke e pelos primeiros pensadores liberais, excluia grande parte da população, uma vez que defendiam o voto censitário, ou seja, apenas quem tinha propriedade e pagava impostos podia votar. Estavam excluidos os trabalhadores, os desempregados e as mulheres.

"O liberalismo surge como uma clara posição de limitação do poder do Estado. Em seu início, tinha como inimigo o Estado absolutista. Locke diz que nascemos com direitos naturais, à vida, à liberdade e à propriedade, sobretudo à propriedade, e esses direitos são inalienáveis, o Estado não pode interferir neles. (...)
 
Os regimes liberais originários fundavam-se nessa idéia da liberdade do indivíduo em relação ao Estado e muito pouco na idéia da participação que era restritíssima. Com base no princípio do voto censitário, só votava quem pagava imposto e tinha propriedade. Excluía-se do eleitorado a maioria esmagadora. Kant, um brilhante pensador liberal, dizia que não podiam votar as mulheres, porque não tinham independência de juízo, dependiam do marido ou do pai. E nem os trabalhadores assalariados, porque dependiam do patrão."
 
(Carlos Nelson Coutinho; em Teoria e Debate nº 51)
 

Os trabalhadores e as mulheres precisaram se organizar e lutar, principalmente sobre a inflûencia do pensamento socialista, para conquistar seus direitos. Legalização dos sindicatos e do direito de greve, voto universal, legalização dos partidos operários e populares, jornada de trabalho de oito horas diárias, férias remuneradas, condições dignas de trabalho, etc, foram conquistas da luta do movimento operário.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de Março, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adotada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909, nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhagen, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

"A partir de um certo momento, os regimes liberais, pela pressão das massas, começam a incorporar elementos de democracia. O sufrágio universal é um princípio democrático, não liberal. A liberdade de organização, por exemplo, foi proibida nos regimes liberais. A Revolução Francesa proibiu os sindicatos, que só se tornaram legais na França depois da Comuna de Paris. Partidos políticos são também conquistas da classe trabalhadora, que começou a organizar partidos de massa, ligados a movimentos sociais. Podemos hoje falar de uma institucionalidade liberal-democrática, no sentido de que os velhos princípios do liberalismo foram enriquecidos com esses institutos democráticos."
 
(Carlos Nelson Coutinho; em Teoria e Debate nº 51)




[a*] David B. Davis, The Problem of Slavery in the Age of Revolution, 1770-1823 (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1975), p. 45, apud Domenico Losurdo, Contra-História do Liberalismo (Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2006 [editado em italiano em 2005]), p. 15.

domingo, 10 de julho de 2011

Filosofia: dialética

DIALÉTICA

Em suas origens, dialética era a arte do diálogo, da contraposição de idéias que leva a outras idéias. É a partir de Heráclito, que viveu por volta de 500 a.C., que a dialética se torna o estudo do devir – o vir a ser, as mutações.

Segundo Heráclito, o fluxo permanente define a harmonia universal. Tudo se move, nada se fixa na imutabilidade. Ele costumava repetir uma frase que se tornou célebre – ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários. Deste conflito entre os opostos é que nasce a concórdia, a harmonia. Isto permite que o Ser seja uno ao mesmo tempo em que se encontra mergulhado nas constantes mutações do contexto que o envolve. Ele ainda afirma que os contrários ocupam perfeitamente o mesmo espaço, simultaneamente, como o início e o final de uma esfera. 


Na modernidade

No início do século XIX Georg Wilhelm Hegel (1770-1831), desejando solucionar o problema das transformações às quais a realidade está submetida, apresenta a dialética como um movimento racional que permite transpor uma contradição. Uma tese inicial contradiz-se e é ultrapassada por sua antítese. Essa antítese, que conserva elementos da tese, é superada pela síntese, que combina elementos das duas primeiras, num progressivo enriquecimento. A dialética hegeliana não é um método, mas um movimento conjunto do pensamento e da realidade.

Segundo Hegel, a história da humanidade cumpre uma trajetória dialética marcada por três momentos: tese, antítese e síntese. O primeiro vai das civilizações orientais antigas até o surgimento da filosofia na Grécia. Hegel o classifica como objetivo, porque considera que o espírito está imerso na natureza. O segundo é influenciado pelos gregos, mas começa efetivamente com o cristianismo e termina com Descartes. É um momento subjetivo, no qual o espírito toma consciência de sua existência e surge o desejo de liberdade. O terceiro, ou a síntese absoluta, acontece a partir da Revolução Francesa, quando o espírito consciente controla a natureza e o desejo de liberdade concretiza-se na concepção do Estado moderno.

Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, é derivado das condições materiais da vida.

A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, chamada "germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão; do feudalismo, os servos; e do capitalismo, o proletariado. O socialismo iria originar a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético: A sociedade comunista.

Draconian - Bloodflower

DRACONIAN - The Last Hour of Ancient Sunlight



Banda sueca de gothic metal.

Moonspell - Scorpion Flower



Os portugueses do Monspell misturam symphonic black metal e gothic metal, fazendo um metal extremo de excelente qualidade. É uma das minhas bandas preferidas.


"Não sou satanista. Não sou fascista e não prego matança de forma alguma. Acredito no homem apenas, em suas falhas e capacidades. Aqueles que tentam apunhalar as bandas e suas músicas e fãs são aqueles que deveriam rever suas atitudes e parar de agir como se fossem donos da verdade, pois são meramente censores. (...) Deixe-nos viver nossas vidas, nossa fantasia, nosso Metal. Deixe os fãs de Metal e bandas de Metal em paz!"

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

MOONSPELL.- Night Eternal



"Satã é apenas um grande símbolo para o Homem. Mas eu não esqueço também que ele foi criado pelo homem. Simplesmente isso. É uma questão de representação. E Satã tem características que podem e devem ser ligadas ao homem como nós realmente somos. Se eu quisesse ser específico, diria que escrevo muito mais sobre Luciferianismo e os mitos de Fausto/Prometheus ao invés de Satã. Para mim eles são coisas diferentes. Eu acredito nos Homens, em nossa capacidade para a beleza e o horror".

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

Moonspell - Finisterra



"Muito sumariamente, a religião é um mecanismo de projetar o Homem na figura de Deus, que foi criado pelo primeiro, e que por vicissitudes de poder e do fluxo histórico, foi ultrapassado pelos seus próprios métodos e criações. Hoje em dia a religiosidade cristã é um clube social moribundo, onde pessoas exercitam poderes e obsessões à custa de credulidade, que em nada pode ser comparada à Fé religiosa. Sou um antropocentrista radical, envolvido na revolução lenta e segura, de algum dia recuperarmos o que sempre foi nosso."

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DARK TRANQUILLITY - Shadow In Our Blood



"As pessoas estão doidas, por razões erradas. Religião, é claro, é uma delas, é a coisa mais estúpida, é a razão de lutarmos o tempo todo." (Mikael Stanne, vocalista do Dark Tranquility)

DARK TRANQUILLITY - Final Resistance [LIVE IN MILAN]



Os suecos do Dark Tranquillity, uma das melhores bandas de melodic death metal. Em entrevista ao site Deadtide.com, o vocalista Mikael Stanne respondeu a uma pergunta sobre qual a diferença entre filosofia e religião.

" Bem, a filosofia é sua. É controlada por você mesmo. Mas a religião é controlada por outra pessoa, é a idéia dela, que nós, por alguma razão, acreditamos. Esse tipo de pensamento em grupo é tão perigoso quanto o inferno. A filosofia é sua, é algo que você desenvolve, algo em que você acredita. Isso te ajuda. É um sistema de segurança, e você precisa acreditar em alguma coisa."

sábado, 18 de junho de 2011

Megadeth - Of Mice and Men



METAL NA VEIA!!!!

MARXISMO

"A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes".
(Karl Marx e Friedrich Engels; Manifesto do Partido Comunista)



Segundo a filosofia marxista, a luta de classes é o motor que move a história. Essa luta é travada pelas classes dominadas contra as classes dominantes e resulta em uma revolução social, promovendo a mudança dos meios de produção e assim gerando uma nova sociedade. Por exemplo: no passado havia o feudalismo, onde a produção se apoiava na exploração do trabalho produtivo dos servos da gleba. A luta de classes entre o povo(servos, artesãos, burgueses) e as classes dominantes(nobreza e clero) resultou nas revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII: Revolução Gloriosa[1688], na Inglaterra; Revolução Americana[1776]; e Revolução Francesa[1789]. Essas revoluções originaram o capitalismo, onde a produção é orientada para o máximo lucro através da exploração da mais-valia do trabalho proletário. 

A luta de classes entre o proletariado(operários e demais trabalhadores urbanos) e seus aliados(camponeses, intelectuais assalariados, desempregados, etc) contra a burguesia(empresários, banqueiros, latifundiários), resultará em uma revolução socialista que levará o proletariado ao poder, substituindo o modo de produção capitalista pelo socialista, onde o proletariado se torna a classe dominante e a propriedade dos meios de produção e troca é socializada. Será preciso, então, sufocar a reação dos expropriados, motivo pelo qual o proletariado deve estabelecer a sua "ditadura" sobre a burguesia.

Segundo o pensamento marxista, o Estado nem sempre existiu. Teve sua origem quando as sociedades humanas se dividiram em classes sociais antagônicas, com o objetivo de suavizar a luta entre as classes, mas sempre tomando partido em favor das classes dominantes. Na atual sociedade capitalista, onde a burguesia é a classe dominante, o papel do Estado é proteger a propriedade privada dos meios de produção, distribuição e troca. Com a revolução socialista, o proletariado toma o poder e estabelece sua "ditadura" sobre a burguesia, promovendo a socialização de toda a propriedade dos meios de produção, distribuição e troca. Mas esse seria um regime transitório, pois eliminada a propriedade privada dos meios de produção e a divisão do trabalho, acabaria por se extinguir as classes sociais, ocasionando o surgimento da sociedade comunista, onde todos seriam iguais economicamente e o Estado se tornaria desnecessário, deixando de existir. 

Em 25 de outubro de 1917(ou 7 de novembro, segundo o calendário gregoriano), ocorreu na Rússia a primeira revolução socialista da história. O revolucionário marxista Vladimir Lênin havia defendido a possibilidade de revoluções socialistas ocorrerem em países capitalistas atrasados, como era o caso da Rússia semi-feudal dos czares, e desenvolveu o conceito do partido revolucionário como vanguarda do proletariado, fundando o bolchevismo. Então em 25 de outubro de 1917, os revolucionários bolcheviques derrubaram o governo provisório(que havia sido estabelecido oito meses antes, quando o Czar Nicolau II abdicou o trono devido a uma revolta popular). O parlamento burguês foi dissolvido, e o poder passou para as mãos dos sovietes(conselhos operários), que eram controlados pelos bolcheviques. Foi então formado o Conselho de Comissários do Povo, presidido por Lênin, que assumiu o governo do país e promoveu a transformação radical da sociedade russa, desapropriando a burguesia, promovendo uma reforma agrária radical e instaurando o governo soviético.
  
O socialismo soviético acabou sofrendo uma grave degeneração, após Josef Stalin assumir o poder absoluto no final dos anos 20, estabelecendo uma ditadura totalitaria responsável pela morte de cerca de 20 milhões de soviéticos. Esse regime arbitrário e burocrático, longe de acabar com a exploração do homem pelo homem, resultou no surgimento de uma casta privilegiada que agia como uma nova classe dominante, oprimindo o proletariado e o campesinato. Isso acabou resultando no colapso do regime socialista no final dos anos 80.
 
Mas apesar de fracassada, a experiência socialista na URSS teve a importância histórica de representar uma alternativa de sociedade pós-capitalista, onde ocorreu a desapropriação da burguesia, buscando acabar com a exploração do homem pelo homem. Mesmo com todos os crimes promovidos pelo stalinismo, essa primeira experiência socialista conseguiu transformar a Rússia semi-feudal dos czares em uma superpotência nuclear, que ameaçou a hegemonia mundial dos EUA, inclusive dando inicio ao programa espacial da humanidade, lançando o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957, e colocando o primeiro homem no espaço, o major Yuri Gagarin, em abril de 1961.  


“A Revolução Russa foi a primeira grande revolução proletária do mundo. Foi o primeiro acontecimento mundial a mostrar que o capitalismo não é o fim da história, que é possível constituir uma sociedade sem que um grupo humano explore outro, uma sociedade solidária para além de suas fronteiras nacionais. Essa é uma visão de mundo que a Revolução Russa concretizou e, por ter sido tão radical em sua transformação da sociedade capitalista, é natural que polarize opiniões: de um lado, como disse Marx, os que nada tinham a perder e todo um mundo a ganhar; de outro, aqueles que defendiam sua sobrevivência enquanto classe. Inevitável polarização, de idéias e de atitudes.
 
Para aqueles que se colocam na firme defesa da Revolução Russa, cabe entendê-la, tanto nos seus acertos, que foram imensos, quanto nos seus erros e descaminhos, que foram também imensos e que levaram a que se encerrassem ingloriamente 70 anos de socialismo. (…)
 
Estar ao lado dos revolucionários russos não quer dizer esquecer os erros que cometeram. É preciso abominar as barbaridades cometidas na época do chamado stalinismo, sem esquecer que a Revolução Russa foi a primeira tentativa de criação de um estado proletário na história da humanidade, e que seu povo pagou alto preço pelo sonho de construir uma sociedade igualitária.”
 
(Marly A. G. Vianna, professora de História da Universidade Federal de São Carlos; em “90 Anos da Revolução Russa”)

A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917

"O czar era considerado dono de toda a Rússia, e todos os seus súditos deviam servi-lo. Não bastasse isso, havia um argumento religioso para justificar a autoridade do czar, e o poder deste era considerado sagrado. Como não existia separação entre Igreja e Estado, os sacerdotes da Igreja Ortodoxa (a religião oficial) eram pagos com o dinheiro dos impostos. Ou seja, dinheiro que em grande parte vinha do trabalho dos camponeses e operários.
     
Como se vê, o czar tinha mais em comum com os antigos reis absolutistas (como Luís XIV) do que com os soberanos das monarquias parlamentares (como a que existe hoje na Inglaterra). Apesar disso, ele era muito popular. O povo, mesmo quando se rebelava, punha a culpa dos problemas do país nos nobres, nos ministros, nos funcionários públicos, nos latifundiários ou (com muita freqüência, sendo nisso apoiados pela propaganda oficial) até nos judeus. A figura do czar era sempre poupada, pois se achava que ele era bondoso e que seus assessores não o deixavam saber da verdadeira situação."
     
(Tulio Vilela; em "Domingo sangrento, bolcheviques e mencheviques")



No começo do século XX, a Rússia era um país atrasado, onde o povo vivia na extrema pobreza e sem participação alguma nas decisões políticas. O czar ou imperador era o senhor absoluto do poder, e a economia baseada na agrícultura fazia o país viver em uma realidade semi-feudal. Em janeiro de 1905, uma manifestação pacífica de trabalhadores, que exigiam melhores salários e redução da jornada de trabalho, foi reprimida com extrema violência pela guarda czarista, no que ficou conhecido como "Domingo Sangrento".

E foi apenas após a revolução popular, também ocorrida em 1905, que foi permitido ao povo russo eleger representantes para a Duma(parlamento), mas assim mesmo o poder continuou nas mãos do czar, que podia dissolver a Duma quando bem entendesse.

A Primeira Guerra Mundial acabou complicando ainda mais a situação, com o atrasado Exército Imperial Russo sofrendo inúmeras derrotas para os alemães e seus aliados austro-húngaros. Então em fevereiro de 1917(segundo o calendário juliano, pois segundo o calendário gregoriano foi em março), uma revolta popular eclodiu em Petrogrado, que era a capital do país, recebendo a adesão dos soldados e cabos do exército, que junto com os trabalhadores formaram o Soviet de Soldados e Trabalhadores de Petrogrado, assumindo o controle da cidade, o que acabou obrigando o Czar Nicolau II a abdicar o trono. Outros sovietes foram formados nas cidades russas, e a Duma(parlamento) formou um governo provisório, que garantiu a conquista da democracia, libertando os presos políticos e permitindo o retorno dos exilados, ao mesmo tempo que não promoveu nenhuma política social que combatesse a miséria da maior parte da população. E manteve a Rússia na guerra.

Então em 25 de outubro de 1917(segundo o calendário juliano, pois segundo o calendário gregoriano foi em 7 de novembro), ocorreu na Rússia, a primeira revolução socialista da história. Após retornar do exílio, o revolucionário marxista Vladimir Lênin ordenou a seus camaradas do Partido Bolchevique, que fizessem oposição ao governo provisório e preparassem a revolução, com a palavra de ordem "TODO PODER AOS SOVIETES". Após uma tentativa fracassada de golpe por parte de setores de extrema-direita do exército, os bolcheviques assumiram a hegemonia nos sovietes(conselhos de soldados e operários), e organizaram a revolução socialista. Em 25 de outubro de 1917, os revolucionários bolcheviques assumiram o controle da capital, Petrogrado, e enfrentando uma fraca resistência, ocuparam o Palácio de Inverno, que era a sede do governo provisório. Os revolucionários bolcheviques derrubaram o governo provisório, que havia sido estabelecido oito meses antes, e proclamaram a primeira república socialista da história.

O parlamento burguês(Duma) foi dissolvido, e o poder passou para as mãos dos sovietes(conselhos operários), que eram controlados pelos bolcheviques. Foi então formado o Conselho de Comissários do Povo, presidido por Vladimir Lênin, que assumiu o governo do país e promoveu a transformação radical da sociedade russa, desapropriando a burguesia. O governo bolchevique estatizou as fábricas e bancos, promoveu uma reforma agrária radical e tirou a Rússia da Primeira Guerra Mundial.

Entre 1918 e 1921, ocorreu uma sangrenta guerra civil entre as forças revolucionárias(Exército Vermelho), leais ao governo bolchevique, e as forças contra-revolucionárias que pretendiam restabelecer a monarquia czarista(Exército Branco), e que tinham o apoio das grandes potências capitalistas. O Exército Vermelho venceu a guerra e os bolcheviques construiram em dezembro de 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS).

A desigualdade social chegou ao fim, inclusive homens e mulheres passaram a ter os mesmos direitos e deveres, acabando com a discriminação sexual. A URSS passou a apoiar o movimento revolucionário na China, que unia comunistas e nacionalistas do Kuomitang, na luta contra os chamados "senhores da guerra", que mantinham a nação chinesa no mais absoluto atraso e entregue ao banditismo.

Entretanto o socialismo soviético acabou sofrendo uma grave degeneração, após Josef Stalin assumir o poder absoluto no final dos anos 20, estabelecendo uma ditadura totalitaria responsável pela morte de cerca de 20 milhões de soviéticos. Esse regime arbitrário e burocrático, longe de acabar com a exploração do homem pelo homem, resultou no surgimento de uma casta privilegiada de burocratas que agia como uma nova classe dominante, oprimindo o proletariado e o campesinato. Isso acabou resultando no colapso do regime socialista no final dos anos 80.

"Um olhar retrospectivo sobre o século passado não pode se omitir sobre o trágico legado do stalinismo. A esquerda em especial não tem o direito de ignorá-lo. Tal herança pesa como um fardo sobre ela, mesmo já havendo uma alentada produção teórica de condenação dos anos em que Stalin esteve à frente da URSS, principalmente após o final dos anos 20 e até sua morte, em 1953. (...) 
  
Para a esquerda, é necessário resistir à tentação de refugiar-se num tempo de ouro, na nostalgia de um tempo feliz, que não existiu, ao contrário. O stalinismo foi um tempo de terror, de esmagamento dos adversários pela violência, marcado pela ausência da política, ao menos se esta for entendida como o reino da liberdade, e não da força bruta. 
     
O stalinismo foi a maior tragédia do povo russo e de todo o povo do Leste Europeu, afora as guerras. Não podemos mais ter receio de afirmar isso. Havia um temor de que isso parecesse diminuir o mérito da resistência do povo soviético ao nazismo. Não diminui. Os vestígios de stalinismo, indícios que sejam, são nefastos, atentados a qualquer idéia de vida democrática."  
     
(Emiliano José; O stalinismo e sua trágica herança)


O stalinismo foi a mais grave degeneração que o marxismo sofreu, transformando a União Soviética ou URSS, em uma ditadura totalitaria e burocratica responsável pela morte de cerca de 20 milhões de soviéticos. Também foi responsável pela morte de milhares de pessoas, nos países do Leste Europeu onde o Exército Vermelho estabeleceu regimes socialistas após a Segunda Guerra Mundial. A filosofia marxista em momento algum defende regimes totalitarios, ditadura de partido único e muito menos culto a personalidade do lider, que eram caracteristicas do regime stalinista.

Josef Stalin era um revolucionário bolchevique e tornou-se secretário-geral do Partido Comunista da Rússia em 3 de fevereiro de 1922. Quando o lider do partido e do Estado soviético, o revolucionário Vladimir Lenin, sofreu o terceiro enfarte que o deixou inconsciente, em março de 1923, foi formado um triunvirato composto por Stalin, Grigory Zinoviev, e Lev Kamenev, que assumiu a direção do governo soviético. Após a morte de Lenin, ocorrida em 21 de janeiro de 1924, começou uma batalha feroz na burocracia do partido para ver quem iria sucede-lo. Stalin saiu na frente por comandar a burocracia partidária, e após derrotar Trotsky e afastar outros adversários dos principais postos de direção, assumiu o poder absoluto em 1928.

Leon Trotsky foi o revolucionário bolchevique que organizou o Exército Vermelho, e era considerado o principal adversário de Stalin na sucessão da liderança do Estado soviético. Opositor do stalinismo, Trotsky acabou sendo expulso da URSS, em 1929, e no exílio organizou um movimento comunista dissidente, a IV Internacional. Acabou sendo assassinado por um agente stalinista em 1940, no México, onde estava exilado.

O stalinismo tornou-se uma antítese do marxismo, pois ao invés de acabar com a exploração do homem pelo homem, originou uma casta privilegiada de burocratas que agia como uma nova classe dominante, além de estabelecer um regime ditadorial responsável por alguns dos piores crimes contra a humanidade no século XX. Isso acabou resultando no fracasso dessa primeira experiência socialista.
 
Mas apesar de fracassada, a experiência socialista na URSS e no Leste Europeu teve a importância histórica de representar uma alternativa de sociedade pós-capitalista, onde ocorreu a desapropriação da burguesia, buscando acabar com a exploração do homem pelo homem. Mesmo com todos os crimes promovidos pelo stalinismo, essa primeira experiência socialista conseguiu transformar a Rússia semi-feudal dos czares em uma superpotência nuclear, que ameaçou a hegemonia mundial dos EUA, inclusive dando inicio ao programa espacial da humanidade, lançando o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957, e colocando o primeiro homem no espaço, o major Yuri Gagarin, em abril de 1961.  

“A Revolução Russa foi a primeira grande revolução proletária do mundo. Foi o primeiro acontecimento mundial a mostrar que o capitalismo não é o fim da história, que é possível constituir uma sociedade sem que um grupo humano explore outro, uma sociedade solidária para além de suas fronteiras nacionais. Essa é uma visão de mundo que a Revolução Russa concretizou e, por ter sido tão radical em sua transformação da sociedade capitalista, é natural que polarize opiniões: de um lado, como disse Marx, os que nada tinham a perder e todo um mundo a ganhar; de outro, aqueles que defendiam sua sobrevivência enquanto classe. Inevitável polarização, de idéias e de atitudes.

Para aqueles que se colocam na firme defesa da Revolução Russa, cabe entendê-la, tanto nos seus acertos, que foram imensos, quanto nos seus erros e descaminhos, que foram também imensos e que levaram a que se encerrassem ingloriamente 70 anos de socialismo. (…)

Estar ao lado dos revolucionários russos não quer dizer esquecer os erros que cometeram. É preciso abominar as barbaridades cometidas na época do chamado stalinismo, sem esquecer que a Revolução Russa foi a primeira tentativa de criação de um estado proletário na história da humanidade, e que seu povo pagou alto preço pelo sonho de construir uma sociedade igualitária.”

(Marly A. G. Vianna, professora de História da Universidade Federal de São Carlos; em “90 Anos da Revolução Russa”)


A esquerda socialista precisa ser anti-stalinista, precisa deixar claro que ditaduras totalitarias de partido único, culto a personalidade e outras barbaridades que caracterizaram o socialismo oriundo da tradição stalinista, não tem nenhuma relação com o marxismo autêntico. Aquele socialismo que existia na antiga URSS, não é em hipótese alguma o socialismo que os marxistas autênticos querem construir. Inclusive em dezembro de 1922, ou seja, três meses antes de sofrer o terceiro derrame que o deixou inconsciente até sua morte, ocorrida em janeiro de 1924, o revolucionário Vladimir Lenin escreveu uma carta onde criticava Stalin, solicitando a sua demissão do cargo de secretário geral do Partido Comunista da Rússia(bolchevique), recomendando alguém que fosse mais leal e tolerante para o cargo. Lênin pretendia apresentar essa carta no congresso do partido, mas não pode faze-lo por causa do derrame.  

"Me refiro à estabilidade como garantia contra a ruptura em um futuro próximo, e tenho a proposta de colocar aqui várias considerações de índole puramente pessoal. Creio que o fundamental no problema da estabilidade, desde este ponto de vista, são tais membros do CC como Stálin e Trotsky. As relações entre eles, a meu modo de ver, encerram mais da metade do perigo desta divisão que se poderia evitar, e a cujo objetivo deveria servir entre outras coisas, segundo meu critério, a ampliação do CC a 50 ou até 100 membros.
  
O camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente, embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos(1). Estas características de dois destacados dirigentes do atual CC podem levar sem querer-lo à ruptura, e se nosso Partido não toma medidas para impedir-lo, a divisão pode vir sem que se espere.
  
Não seguirei caracterizando aos demais membros do CC por suas características pessoais. Recordarei apenas que o episódio de Zinoviev e Kamenev em Outubro(2) não é, naturalmente, uma casualidade, e que se disto não se pode culpar pessoalmente, tão pouco a Trotsky pelo seu não bolchevismo.(3)(...)
  
Stálin é brusco demais, e este defeito, plenamente tolerável em nosso meio e entre nós, os comunistas, se coloca intolerável no cargo de Secretário Geral. Por isso proponho aos camaradas que pensem a forma de passar Stálin a outro posto e nomear a este cargo outro homem que se diferencie do camarada Stálin em todos os demais aspectos apenas por uma vantagem a saber: que seja mais tolerante, mais leal, mais correto e mais atento com os camaradas, menos caprichoso, etc. Esta circunstância pode parecer fútil tolice. Porém eu creio que, desde o ponto de vista de prevenir a divisão e desde o ponto de vista do que escrevi anteriormente sobre as relações entre Stálin e Trotsky, não é uma tolice, ou se trata de uma tolice que pode adquirir importância decisiva."    
  
(Trecho da Carta de Lênin ao XIII Congresso do Partido Comunista da Rússia(bolchevique))
 
  
(1) Lenin, no seu Testamento Político, fala de Trotsky como "o homem mais capaz do presente Comitê Central", mas deplora suas tendências autoritárias (nas palavras de Lenin, "sua tendência a abordar as questões apenas pelo lado administrativo").
  
(2) Zinoviev e Kamenev colocaram-se contra a tentativa de insurreição que resultaria na Revolução de Outubro de 1917 nas instâncias do Partido Bolchevique.
  
(3) Até 1917 Trotsky não ingressara nas fileiras do Partido Bolchevique, e conservava profundas divergências com os mesmos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

NatGeo - Zonas de guerra - Balcãs

Os lucros dos bancos crescem sem parar

Autor: Adriano Benayon; Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras.


1. Nos oito anos de FHC, a média anual de crescimento real dos lucros dos bancos foi 11%, acumulando 230% em oito anos. De 2003 a 2007, ela foi 12%, acumulando 176% em 5 anos.

2. De 2003 a 2010 os lucros dos cinco maiores bancos - Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal - elevaram-se de R$ 11,1 bilhões para R$ 46,2 bilhões. Ou seja, em sete anos, elevação sustentada, à média de 17,7% ao ano, ou seja, 313%. Em termos reais (correção pelo IPCA): 12,1% aa., acumulando 222%.

3. Quem consegue ascensão tão rápida em sua renda real? E a que os bancos devem esse maná? A se crer na grande mídia e na academia, o mercado estabeleceria as taxas de juros dos títulos públicos. Na verdade, quem as decide é o Banco Central - BACEN (formalmente, o COPOM – Comitê de Política Monetária). Estranho "mercado” formado só por um lado, o dos banqueiros.

4. Embora o BACEN seja oficialmente subordinado ao governo, as decisões dele e as demais da política econômica emanam dos concentradores financeiros.

5. Assim, as taxas reais de juros dos títulos do Tesouro são, no Brasil, as mais altas do mundo, e as taxas dos juros pagos por empresas ou por pessoas físicas correspondem a múltiplos daquelas.

6. Apesar da política econômica, a abundância de recursos naturais e o aumento da população têm feito crescer a economia, apoiada por crédito público. A demanda assim gerada suscita investimentos e a expansão do crédito privado.

7. O crédito tem crescido muito. Elevou-se em 20%, de 2009 para 2010, atingindo R$ 1,7 trilhão, o equivalente a 46,6% do Produto Interno Bruto. Essa expansão e as altíssimas taxas dos juros explicam o grande e ininterrupto aumento dos lucros dos bancos.

8. Mas não é só isso: o BACEN propicia aos bancos cobrar taxas elevadas e excessivas por serviços bancários, em grande parte, processados pelos próprios clientes, dada a automação desses serviços.

9. Há três anos, quando o Banco Central baixou normas para padronizar as tarifas, a receita destas já custeava as despesas dos bancos com administração e funcionários. Desde então, conforme dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), o pacote dos principais serviços passou a custar até 124% mais. As receitas com as tarifas subiram, em média, 30% acima da inflação.

10. Os interessados nos juros elevados põem a grande mídia e demais veículos de comunicação a repetir, sem cessar, que os juros elevados servem para conter a inflação. Já mostrei, em muitos artigos, que esse não é um modo correto de reduzi-la.

11. A verdadeira "razão” da política financeira é proporcionar lucros excessivos aos bancos e aos demais aplicadores de capital financeiro.

12. O primeiro e colossal prejuízo disso para o País são as despesas do "serviço da dívida pública”, que somaram, desde 1988, mais de 6 trilhões de reais. A maior parte dessa brutal sangria resultou dos próprios juros capitalizados. Há outros imensos danos decorrentes das taxas de juros. O espaço só permite falar de alguns.

13. Assim como aquelas despesas retiram recursos do Estado que deveriam ser investidos nas infra-estruturas econômica (transportes, energia, telecomunicações, progresso tecnológico) e social (educação, saúde, previdência), também as pessoas físicas e jurídicas – que pagam juros a taxas ainda mais elevadas que o Estado - deixam de produzir e consumir, e de gerar mercado para mais investimentos.

14. Outro efeito desastroso é a valorização excessiva do real em função de as altas taxas de juros atraírem dólares captados no exterior a juros reais negativos. A continuação do processo faz que, além de os especuladores ganharem com a diferença entre as taxas de juros, eles obtenham, às nossas custas, lucros adicionais com a diferença entre as taxas de câmbio na entrada e as na saída dos dólares.

15. Ao mesmo tempo, o Banco Central aplica a taxas muito baixas os dólares das reservas cambiais, ademais em constante desvalorização. Para isso, a União paga juros a taxas altíssimas nos títulos públicos.

16. A sobrevalorização do real, cada vez maior, reduz ainda mais a competitividade dos bens e serviços produzidos no Brasil: no mercado interno, nas exportações e nas importações, o que acelera a desindustrialização do País. Ademais, os juros altos pesam nos custos de produção.

TESTAMENT - More Than Meets The Eye



Banda americana de thrash metal.

ANTHRAX - Safe Home



Banda americana de thrash metal.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

NAPALM DEATH - Time Waits For No Slave



Napalm Death é uma banda inglesa de grindcore, estilo nascido da mistura de thrash metal, death metal, hardcore, e punk rock.

Apesar da agressividade da música, o Napalm Death aborda temas bem distantes do satanismo. Em entrevista a uma revista sueca, o vocalista Mark "Barney" Greenway falou sobre o novo álbum da banda, "Time Waits For No Slave".

"Falando em um tema geral, o álbum realmente é um conceito bem simples. Originalmente eu tentei fazê-lo não conceitual, mas eu sempre pareci me inclinar para essas - alguns diriam - grandes teorias ou idéias. Você sabe, nós, como humanos, passamos muito tempo trabalhando até morrer. Para alguns de nós é porque nós fomos condicionados para pensar que esta é a coisa para se fazer. Para alguns outros, é porque nós acreditamos que precisamos conseguir o máximo de dinheiro ou outros símbolos de status que pudermos. E considerando isso, eu acho que nós às vezes não reconhecemos e apreciamos as coisas simples ao nosso redor, não entendemos ou experimentamos o que é tirar um dia de folga e ir sentar-se em um banco no parque ou debaixo de uma árvore ou algo assim, e ver o mundo se desdobrar.

"Porque nós perdemos todas essas coisas às vezes, porque não estamos olhando, e eu acho de certa forma que a menos que tenhamos esse tipo de entendimento das coisas mais simples, nós não conseguimos realmente entender as coisas mais complexas na vida. Então eu acho que é realmente importante que recuemos um passo e reconheçamos e talvez façamos algo em relação a isso. Este é o conceito do álbum, basicamente."

NatGeo - Zonas De Guerra - Manila [Parte 02-02]

NatGeo - Zonas De Guerra - Manila [Parte 01-02]

NatGeo - Zonas De Guerra - Tóquio [Parte 02-02]

NatGeo - Zonas De Guerra - Tóquio [Parte 01-02]

Nietzsche e a teoria do Eterno Retorno






















"Tudo vai, tudo volta; eternamente gira a roda do ser. Tudo morre, tudo refloresce, eternamente transcorre o ano do ser. Tudo se desfaz, tudo é refeito; eternamente constrói-se a mesma casa do ser. Tudo se separa, tudo volta a se encontrar; eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser. Em cada instante começa o ser; em torno de todo o "aqui” rola a bola "acolá”. O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade." (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

Eterno retorno é um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche. Um dos aspectos do Eterno Retorno diz respeito aos ciclos repetitivos da vida: estamos sempre presos a um número limitado de fatos, fatos estes que se repetiram no passado, ocorrem no presente e se repetirão no futuro, como por exemplo, guerras, epidemias, etc.

Com o Eterno Retorno, Nietzsche questiona a ordem das coisas. Indica um mundo não feito de pólos opostos e inconciliáveis, mas de faces complementares de uma mesma—múltipla, mas única—realidade. Logo, bem e mal, angústia e prazer, são instâncias complementares da realidade - instâncias que se alternam eternamente. Como a realidade não tem objetivo, ou finalidade (pois se tivesse já a teria alcançado), a alternância nunca finda. Ou seja, considerando-se o tempo infinito e as combinações de forças em conflito que formam cada instante finitas, em algum momento futuro tudo se repetirá infinitas vezes. Assim, vemos sempre os mesmos fatos retornarem indefinidamente.

O conceito do Eterno Retorno nos leva a uma indagação sobre a vida: amamos ou não amamos a vida? Se tudo retorna - o prazer, a dor, a angústia, a guerra, a paz, a grandeza, a pequenez — se tudo isso retorna, isto é um dom divino ou uma maldição? Amamos a vida a tal ponto de a querermos, mesmo que tivéssemos que vivê-la infinitas vezes sem fim? Sofrendo e gozando da mesma forma e com a mesma intensidade? Seríamos capazes de amar a vida que temos - a única vida que temos - a ponto de querer vivê-la tal e qual ela é, sem a menor alteração, infinitas vezes ao longo da eternidade? Temos tal amor ao nosso destino? - Eis a grande indagação que é o Eterno Retorno.

SYLOSIS - Empyreal



Banda inglesa de metalcore.

Out Of Enemies - Dark Desire



Banda inglesa de metalcore, estilo que vem ganhando cada vez mais destaque no ramo musical. O estilo consiste em uma fusão do heavy metal com o hardcore.

Dimmu Borgir - Kings of The Carnival Creation (live)



judas Priest - Painkiller



Judas Priest é uma banda inglesa de speed metal, surgida em 1969. Speed metal é um sub-género do heavy metal, que floresceu em meados dos anos 70. É o antecessor do thrash metal.

Metallica - Enter Sandman (Live, Seoul 2006)



Metallica é uma banda americana de thrash metal.

O thrash metal é uma subdivisão do heavy metal conhecida por uma maior velocidade e maior peso do que seus antecessores. Suas origens remontam ao começo da década de 1980. As "quatro grandes" bandas do thrash metal são Anthrax, Megadeth, Metallica e Slayer, que criaram e popularizaram o gênero no começo da década de 1980.

A pedagogia do grande irmão platinado

A pedagogia do grande irmão platinado
Elaine Tavares *


Outro dia li um artigo de alguém criticando o que chamava de pseudo-esquerda que fica falando mal do BBB, mas que também dá sua espiadinha. E também li outras coisas de pessoas falando sobre o quanto há de baixaria no "show de realidade" da Globo. Fiquei por aí a matutar. E fui observar um pouco deste zoológico humano que a platinada oferece na suas noites. Agora é importante salientar que a gente nem precisa assistir para saber tudo o que se passa. É só estar vivo para saber. As notícias estão no jornal, no ônibus, no elevador, em todos os lugares. Então esse papo de que quem critica é hipócrita porque também vê não tem qualquer sentido. As coisas da indústria cultural nos são impostas de forma quase que totalitária. É praticamente impossível fugir destes saberes. Mesmo no terminal, esperando o ônibus, lá está o anúncio luminoso onde buscamos o horário do busão, dando as "notícias" dos broders. É invasivo e feroz.

Mas enfim, sou um bicho televisivo, e gosto de ficar feito uma couve em frente ao aparelho de TV analisando o que é que anda engravidando as gentes deste grande país que se alfabetiza por esta janelinha. Lá fiquei acompanhando alguns episódios do triste programa. Deveras, me causa espécie. Mas não falo pelo quê de promíscuo ou imoral possa ter o "show", já que coisas do tipo que se vêem ali também são possíveis de ver na novela, nos filmes, etc... O que me apavora é capacidade de ser tão perverso e desestruturador de consciências. Está bem, as pessoas estão ali porque querem, elas mandam vídeos, se oferecem, morrem até para estar naquela casa, em busca do que pensar ser seu lugar ao sol. Mas, ainda assim, é perverso demais o que os "inventores" fazem com aquelas tristes criaturas.

Sempre pensei que a coisa nunca poderia ficar pior. Mas fica. Cada ano a violência fica maior. E o que me espanta é que não há gente a gritar contra isso. Agora inventaram a figura de um sabotador. Pois já não bastava colocar a possibilidade concreta de alguém (o espectador) eliminar outro (o broder "????"), o que, obviamente inaugura uma possibilidade por demais perversa de se apertar um botão e destruir o sonho de alguém, com requintes de crueldade. Uma coisa de uma maldade abissal. Então, o tal do sabotador é uma pessoa, do grupo, que precisa sabotar os seus companheiros para poder se safar. Inaugura-se assim mais uma instância da estúpida violência, a qual é parte intrínseca do "show". Vi a cara do rapazinho. Estava em completo desespero. Precisava sabotar seus amigos. E o fez. Em nome do milhão.

Depois, um outro, ao atender ao telefone que sempre ordena uma sequência de maldades, obrigou-se a mandar sua colega para uma solitária, coisa que, nas cadeias, é motivo de grandes lutas dos grupos de direitos humanos. O garoto disse o nome da sentenciada, e seu rosto se cobriu de desespero. No dia em que ela saiu do castigo, enquanto os demais a abraçavam, ele se deixava cair, escorregando pela parede, chorando. Sabia, é claro, que aquela ação o colocava na mira da outra e na condição de um desgraçado que entrega seus colegas.

E assim vai o "grande irmão" propondo maldades e violências aos pobres sujeitos que ali entram em busca de um espaço na grande vitrine da vida. Confesso que a mim pouco se me dá se são homossexuais, trans, bi, héteros tarados, loucas, putas ou santas. Cada uma daquelas criaturas que ali estão quebrando todas as regras da ética do bem viver são pobres seres humanos, perdidos num mundo que exige da juventude bunda, músculo, peito e cabeça vazia. Não são eles os "imorais". São vítimas. Querem mais do que as migalhas do banquete. Querem pegar com as unhas a promessa que o sistema capitalista traz na sua pedagogia da sedução: "‘qualquer um pode neste mundo livre".

Tampouco me surpreende que um jornalista como Pedro Bial, dono de um texto refinado, esteja cumprindo o triste papel de fomentar a perda de todo o sentido ético que um ser humano pode ter. Ele, também buscando vencer nesse mundo que o capitalismo aponta como o melhor possível, fez a sua escolha. Optou por ser um sacerdote destes tempos vis. Um sacerdote muito bem pago.

O que me entristece é saber que essa pedagogia capitalista seguirá se fazendo todos os dias nas casas das gentes, que muitas vezes assistem ao programa porque simplesmente não têm outra opção. O melhor sinal é o da platinada. Pega em qualquer lugar deste grande país. Há os que vêem e nem gostam, mas ocorre que estas "lições" em que se eliminam pessoas, em que se traem os amigos, em que vale tudo, passam meio que por osmose. É a lavagem cerebral. É a violência extrema sendo praticada entre risos e apupos de "meus heróis". Tudo pela "plata".

Enquanto isso, como bem já levantaram alguns blogueiros, a Globo, junto com as companhias telefônicas, lucra rios de dinheiro com as ligações que as pessoas fazem para eliminar os "irmãos". É galera, brother quer dizer irmão em inglês. E olha só o que se faz com um irmão? Essa é a "ética". Os empresários globais lambem seus bigodes.

Então, fazer a crítica a esse perverso programa não é coisa de pseudo-esquerda. Deve ser obrigação de qualquer um que pensa o país. A questão do "grande irmão" não é moral. É ética. Trata-se da consolidação, via repetição, de uma pedagogia, típica do capitalismo, que pretender cristalizar como verdade que para que um seja feliz, outro tenha que ser "eliminado". O show da Globo é uma violência explícita, cruel, nefanda, sinistra e miserável. É coisa ruim, malcheirosa. Penso que há outras formas de a gente se divertir, sem que para isso alguém tenha de se ferrar! Até mesmo os mais importantes cientistas mundiais já alardearam a verdade inconteste: vence quem coopera. Onde as pessoas, juntas, buscam o bem viver, ele vem...

* Elaine Tavares é jornalista

DEUS ESTÁ MORTO!



"Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!" (NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, §125)

"Deus está morto" é talvez uma das frases mais mal interpretadas de toda a filosofia. Entendê-la literalmente, como se Deus pudesse estar fisicamente morto, ou como se fosse uma referência à morte de Jesus Cristo na cruz, ou ainda como uma simples declaração de ateísmo são ideias oriundas de uma análise descontextualizada da frase, que se acha profundamente enraizada na obra nietzscheana. O dito anuncia o fim dos fundamentos transcendentais da existência, de Deus como justificativa e fonte de valoração para o mundo, tanto na civilização quanto na vida das pessoas — segundo o filósofo, mesmo que estas não o queiram admitir. Nietzsche não se coloca como o assassino de Deus, como o tom provocador pode dar a entender: o filósofo enfatiza um acontecimento cultural, e diz "fomos nós que o matamos".


DIMMU BORGIR - Dimmu Borgir



(TRADUÇÃO)

Forças da luz do norte - ao monte
Forças da noite do norte - chamando às armas
Convocado pelos segredos do sacrifício


Reunião sobre o destino na estrada que evitamos seguir
Como competir com nós mesmos
Deixando o que foi uma união confiante


Qual é a ponte para atravessar e qual a ponte pra queimar?
Há enganos por todos os lados
Nós eliminamos os fracos e o seu choro


Evoluindo - compulsivamente
Comportando - Inconsistentemente
No entanto, o pulso está batendo
Restauração é o nome
Para aqueles que são deixados no jogo
Invocação em nome da nossa chama


Dimmu Borgir!
O desviantes procuram, mas há um só lugar
Dimmu Borgir!
Marchando avante!


Não devemos perdoar
Não devemos esquecer
Com astúcia e prazer
Os Inimigos enfrentarão a derrota


Não há lugar para sonhadores
Porque nossa formação é a lava
O fogo é a favor ou contra você
E assim mesmo ele queima


Chamando uma constante retribuição
Das sombras dos três seis consecutivos (666)
Fundindo-se com o vazio frio e escuro
O Talento é inútil se não for exercitado


''Quando o mundo está girando
Você vai encontrar a sua verdadeira natureza
Quando o primeiro é o último e o último é o primeiro
Você estará onde escolhe estar''


Não devemos perdoar
Não devemos esquecer
O fogo é a favor ou contra você
E assim mesmo ele queima


domingo, 12 de junho de 2011

Catamenia - Cavalcade



Catamenia é uma banda finlandesa de melodic black metal.

Cradle Of Filth - Forgive Me Father (I Have Sinned)



"Satã é apenas um espantalho que impede as pessoas de se interessarem em religiões antigas e mais verdadeiras."(Dani Filth - vocalista do Cradle Of Filth)

Cradle Of Filth - Nymphetamine



"Todo homem e mulher são únicos, então sua crença deveria ser única também, ninguém deve falar a eles o que fazer."(Dani Filth - vocalista do Cradle Of Filth)

Cradle Of Filth - Temptation



"Eu acho que existem várias coisas diferentes. Existem diversas bibliografias sobre o Necronomicon – alguns destes livros são muito ficcionais, outros estão enraizados na mitologia mesopotâmica... Eu acho isso muito interessante. Bem interessante também são alguns trabalhos da Ordem dos Nove Ângulos, que são um tipo de culto satânico. Eu me aproximo destas coisas mais como um observador. Eu era mais envolvido com estas coisas, mas nos dias de hoje eu prefiro ser mais como um personagem tipo Van Helsing ou como Sherlock Homes – apenas lendo sobre o assunto e me cercando com elementos intrigantes, estátuas e por aí vai." (Dani Filth - vocalista do Cradle Of Filth)

OBITUARY - Insane



Os americanos do Obituary, a melhor banda de death metal na minha opinião.

Obituary - Chopped in Half and Turned Inside Out (Live)



Obituary é uma banda americana de death metal.

O death metal é uma das diversas ramificações do heavy metal. O estilo tem raízes no Thrash metal, porém ele apresenta mais agressividade que seu antecessor, e letras com temas niilistas, sobre violência, morte e sobre a fragilidade da vida humana.

Cradle Of Filth - The Death of Love



Cradle Of Filth é uma banda inglesa de melodic black metal

A música "The Death of Love" faz parte do álbum “Godspeed on the Devil’s Thunder”, álbum conceitual, baseado numa história real bem documentada sobre a figura melancólica de Giller de Rais, um nobre e rico francês que lutou ao lado de Joana D’Arc. No entanto, ele ficou conhecido como um prolífico serial killer que misturava orações com assassinatos noturnos, bem como um alquimista ambicioso. Ele foi acusado de série de crimes, entre eles heresia, demonologia e seqüestro.

DIMMU BORGIR - Gateways


Dimmu Borgir - Gateways

(TRADUÇÃO)

Gateways = Portais

O Princípio Fundamental da Liberdade
É a única noção à obedecer
A porta irá destrancar a evolução e o pecado
Trazendo uma nova forma
O renascimento esta perto da conclusão
À medida que lentamente despertamos do sono

À medida que lentamente despertamos do sono

A imperícia do espírito termina
Portais!
Quando o presente é mais uma vez acorrentado
Portais!
Sem regras ou restrições em nosso planeta negro
Portais!
Quando o futuro antigo é recuperado
Portais!

Sem regras ou restrições em nosso planeta negro
Quando o futuro antigo for recuperado

Está tudo lá para os olhos que podem ver
Os cegos sofrerão sempre no secretismo
É o presságio do que está submerso
Intocada dentro de nós

O Princípio Fundamental da Liberdade
É a única noção à obedecer
A porta irá destrancar a evolução e o pecado
Trazendo uma nova forma
O renascimento esta perto da conclusão
À medida que lentamente despertamos do sono
Para receber a luz que brilha na escuridão
A luz que brilha sempre mais

Sempre mais

Seja o quebrado ou o quebrador
Seja o doador ou o empresário
Destranque e abra as portas
Seja o curador ou o quebrador
As chaves estão em suas mãos
Perceba que você é sua própria criação
Do seu próprio plano mestre

Übermensch

"O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem: uma corda por cima do abismo; perigosa travessia. Perigoso Caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso parar e tremer. O que é de grande valor no homem é o fato de ser uma ponte e não um fim; o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um acabamento." (Friedrich Nietzsche)

Termo originado do alemão Übermensch, o conceito de 'Super-Homem' foi desenvolvido pelo filósofo Friedrich Nietzsche, para designar o homem que rompe com as normas idealistas.

O 'super-homem' é o homem libertado de qualquer vínculo, senhor de si mesmo e dos outros, o homem que despreza qualquer verdade estabelecida ou por estabelecer, e apto para exprimir a vida, em todos os seus atos. Era este o ideal apontado por Nietzsche para o futuro. Se você é um 'super-homem', não precisa de Deus.

A figura de Nietzsche foi particularmente promovida na Alemanha nazista, tendo sua irmã, simpatizante do regime hitleriano, fomentado esta associação. Como dizia Heidegger, ele próprio nietzschiano, "na Alemanha se era contra ou a favor de Nietzsche".

Os nazistas se apropriaram do termo Übermensch, identificando o conceito de 'super-homem' com a "raça ariana", ou seja, a "raça superior" que deveria governar o mundo, segundo os ideólogos nazistas. Entretanto é preciso deixar claro que Nietzsche não era racista, inclusive era contra o anti-semitismo(ódio aos judeus). tipico da sociedade alemã e europeia do século XIX.


OBS: Nietzsche era explicitamente contra o movimento anti-semita, posteriormente promovido por Adolf Hitler e seus partidários.

Nietzsche e o black metal


O filósofo alemão Friedrich Nietzsche era opositor do socialismo e de todas as doutrinas igualitaristas. Ele condenava "a moral que impele à revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência".

Nietzsche afirmava que a vida só se pode conservar e manter-se através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência. Vontade essa que não conhece pausas.

Para Nietzsche, o homem é um filho do "húmus" e é, portanto, corpo e vontade não somente de sobreviver, mas de vencer. Suas verdadeiras "virtudes" são: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Mas essas virtudes são privilégios de poucos, e é para esses poucos que a vida é feita.

"A humanidade aprendeu a chamar a piedade de virtude, quando em todo o sistema moral superior ela é considerada como uma fraqueza." (Nietzsche)

Friedrich Nietzsche era ateu e opositor radical da fé e moral cristã. Ele considera o cristianismo e o budismo como "as duas religiões da decadência", embora ele afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche "é cem vezes mais realista que o cristianismo".

"A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada." (Nietzsche)


"“Deus”, “imortalidade da alma”, “redenção”, “além”, todos esses são conceitos que nunca levei em conta; nunca com eles sacrifiquei meu tempo, nem mesmo em criança; talvez nunca fosse bastante ingênuo para fazê-lo? Para mim o ateísmo não é nem uma conseqüência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto. Sou bastante curioso, suficientemente incrédulo, demasiado insolente para contentarme com uma resposta tão grosseira. Deus é uma resposta rude, uma indelicadeza contra nós, pensadores; antes, dizendo-se a verdade, não é senão um tosco empecilho contra nós mesmos: não deveis cogitar dele!" (Nietzsche)


O pensamento de Nietzsche é semelhante ao black metal, pois esse também se caracteriza pela oposição ao cristianismo e a valores como solidariedade, piedade, etc. E o satanismo tem uma forte identificação com correntes políticas de extrema-direita, que são opositoras do socialismo e do igualitarismo em geral.