terça-feira, 26 de julho de 2011

VULTURE - ABENÇOADO SEJA O HOMEM ATEU



"A ideia dessa letra foi fazer uma sátira com a forma de pensar dos cristãos, que acreditam que deus é responsável por tudo o que acontece em nossas vidas, mas se ele é responsável por tudo, é responsável pelas coisas ruins também, ou seja, responsável pelas guerras, pela miséria, pelas mortes que ocorrem diariamente. O intuito dessa letra é fazer as pessoas refletirem sobre esse ponto de vista e, se possível, enxergarem que nada acontece “graças a deus” e sim graças a fatores naturais e ao próprio homem.

No meu ponto de vista, as pessoas são tão condicionadas a apenas acreditar sem nunca questionar, que nem param para analisar o quão sádico e sacana é esse deus, quantas vezes já escutei: “Ah se aconteceu dessa forma foi porque deus quis assim”, “Não deu certo porque não era para dar”, “Se deus quiser vai dar certo”, não suporto esse tipo de pensamento derrotista, para mim isso é o que tem de pior nas religiões, elas tiram toda a responsabilidade das pessoas sobre suas próprias vidas, essas pessoas nunca se tornarão o que querem e sim o que deus quiser, ou seja, se tornarão conformistas e sempre que algo estiver ruim, indo mal ou dando errado, estarão com suas consciências tranqüilas porque não será culpa delas, foi apenas à vontade de deus.

Sempre buscamos respeitar todas as pessoas, mesmo muitas vezes não tendo nossos pontos de vista respeitados por elas. Defendemos nossa maneira de ver o mundo, mas tentamos não julgar as pessoas pela religião, raça, time de futebol, gosto musical, nacionalidade, opção política, são coisas supérfluas que não definem o caráter de uma pessoa."

(Adaulto, vocalista e guitarrista do Vulture)

Política

Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.

A política, como forma de atividade ou de práxis humana, está estreitamente ligada ao poder. O poder político é o poder do homem sobre outro homem, descartados outros exercícios de poder, sobre a natureza ou os animais, por exemplo. Poder que tem sido tradicionalmente definido como "consistente nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem" (Hobbes) ou, como "conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados" (Russell).

São várias as formas de exercícios de poder de um indivíduo sobre outro; o poder político é apenas uma delas.

Para Aristóteles a distinção é baseada no interesse de quem se exerce o poder: o paterno se exerce pelo interesse dos filhos; o despótico, pelo interesse do senhor; o político, pelo interesse de quem governa e de quem é governado. Tratando-se das formas corretas de Governo. Nas demais, o característico é que o poder seja exercido em benefício dos governantes.


O PENSAMENTO LIBERAL

O pensamento liberal se baseia à direita do espectro político. O liberalismo tem suas origens na filosofia política de John Locke e nas doutrinas econômicas de Adam Smith e David Ricardo. Se baseia na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal. Os principais conceitos do pensamento liberal incluem individualismo metodológico e jurídico, liberdade de pensamento, liberdade religiosa, direitos fundamentais, estado de direito, governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada, e livre mercado.

Locke

John Locke é um filósofo inglês do século XVII, defensor do contratualismo, doutrina filosófica fundada por Thomas Hobbes, em oposição a doutrina do direito divino dos reis.

O filósofo Thomas Hobbes (1588-1679) afirma que os homens no estado natural (isto é, sem Estado) vivem de forma egoísta, em que uns se jogam contra os outros pelo desejo de poder, da riqueza, de propriedades. Daí a frase: “homo homini lupus”, cada homem é lobo para o seu próximo. Como desta forma eles se destroem uns aos outros, eles necessariamente precisam de um contrato, um contrato para constituir um Estado, um Estado que refreie os lobos, que impeça o desencadear-se dos egoísmos e a destruição mútua.

John Locke (1632-1704) observa que no estado natural o homem está plenamente livre, mas sente necessidade de colocar limites à sua própria liberdade, a fim de garantir a sua propriedade. Acha que a falta de um Estado não garante a propriedade. Insistia em dizer que o Estado é soberano, mas sua autoridade vem somente do contrato que o faz nascer. O seu conceito de Estado é distinto do de Hobbes. Para Hobbes, o contrato gera um Estado absoluto; para Locke, este pode ser desfeito a qualquer momento.

John Locke é considerado o pai do liberalismo. No "Primeiro tratado sobre o governo civil", critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No "Segundo tratado sobre o governo cívil", expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada.

A filosofia política de Locke fundamenta-se na noção de governo consentido dos governados diante da autoridade constituída e o respeito ao direito natural do ser humano, de vida, liberdade e propriedade. Influencia, portanto, as modernas revoluções liberais: Revolução Gloriosa Inglesa, Revolução Americana e na fase inicial da Revolução Francesa.

John Locke é considerado como "o último grande filósofo que procura justificar a escravidão absoluta e perpétua"[a*]. Ao mesmo tempo que dizia que todos os homens são iguais, Locke defendia a escravidão (sem distinguir que fosse a relativa aos negros). Locke somente sustenta a escravidão pelo contrato de servidão em proveito do vencido na guerra que poderia ser morto, mas assume o ônus de servir em troca de viver.

ALGUMAS VERDADES SOBRE O PENSAMENTO LIBERAL

O filósofo inglês John Locke pode ser considerado como o marco da democracia liberal. Entretanto o conceito de democracia defendido por Locke e pelos primeiros pensadores liberais, excluia grande parte da população, uma vez que defendiam o voto censitário, ou seja, apenas quem tinha propriedade e pagava impostos podia votar. Estavam excluidos os trabalhadores, os desempregados e as mulheres.

"O liberalismo surge como uma clara posição de limitação do poder do Estado. Em seu início, tinha como inimigo o Estado absolutista. Locke diz que nascemos com direitos naturais, à vida, à liberdade e à propriedade, sobretudo à propriedade, e esses direitos são inalienáveis, o Estado não pode interferir neles. (...)
 
Os regimes liberais originários fundavam-se nessa idéia da liberdade do indivíduo em relação ao Estado e muito pouco na idéia da participação que era restritíssima. Com base no princípio do voto censitário, só votava quem pagava imposto e tinha propriedade. Excluía-se do eleitorado a maioria esmagadora. Kant, um brilhante pensador liberal, dizia que não podiam votar as mulheres, porque não tinham independência de juízo, dependiam do marido ou do pai. E nem os trabalhadores assalariados, porque dependiam do patrão."
 
(Carlos Nelson Coutinho; em Teoria e Debate nº 51)
 

Os trabalhadores e as mulheres precisaram se organizar e lutar, principalmente sobre a inflûencia do pensamento socialista, para conquistar seus direitos. Legalização dos sindicatos e do direito de greve, voto universal, legalização dos partidos operários e populares, jornada de trabalho de oito horas diárias, férias remuneradas, condições dignas de trabalho, etc, foram conquistas da luta do movimento operário.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de Março, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adotada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909, nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhagen, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

"A partir de um certo momento, os regimes liberais, pela pressão das massas, começam a incorporar elementos de democracia. O sufrágio universal é um princípio democrático, não liberal. A liberdade de organização, por exemplo, foi proibida nos regimes liberais. A Revolução Francesa proibiu os sindicatos, que só se tornaram legais na França depois da Comuna de Paris. Partidos políticos são também conquistas da classe trabalhadora, que começou a organizar partidos de massa, ligados a movimentos sociais. Podemos hoje falar de uma institucionalidade liberal-democrática, no sentido de que os velhos princípios do liberalismo foram enriquecidos com esses institutos democráticos."
 
(Carlos Nelson Coutinho; em Teoria e Debate nº 51)




[a*] David B. Davis, The Problem of Slavery in the Age of Revolution, 1770-1823 (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1975), p. 45, apud Domenico Losurdo, Contra-História do Liberalismo (Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2006 [editado em italiano em 2005]), p. 15.

domingo, 10 de julho de 2011

Filosofia: dialética

DIALÉTICA

Em suas origens, dialética era a arte do diálogo, da contraposição de idéias que leva a outras idéias. É a partir de Heráclito, que viveu por volta de 500 a.C., que a dialética se torna o estudo do devir – o vir a ser, as mutações.

Segundo Heráclito, o fluxo permanente define a harmonia universal. Tudo se move, nada se fixa na imutabilidade. Ele costumava repetir uma frase que se tornou célebre – ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários. Deste conflito entre os opostos é que nasce a concórdia, a harmonia. Isto permite que o Ser seja uno ao mesmo tempo em que se encontra mergulhado nas constantes mutações do contexto que o envolve. Ele ainda afirma que os contrários ocupam perfeitamente o mesmo espaço, simultaneamente, como o início e o final de uma esfera. 


Na modernidade

No início do século XIX Georg Wilhelm Hegel (1770-1831), desejando solucionar o problema das transformações às quais a realidade está submetida, apresenta a dialética como um movimento racional que permite transpor uma contradição. Uma tese inicial contradiz-se e é ultrapassada por sua antítese. Essa antítese, que conserva elementos da tese, é superada pela síntese, que combina elementos das duas primeiras, num progressivo enriquecimento. A dialética hegeliana não é um método, mas um movimento conjunto do pensamento e da realidade.

Segundo Hegel, a história da humanidade cumpre uma trajetória dialética marcada por três momentos: tese, antítese e síntese. O primeiro vai das civilizações orientais antigas até o surgimento da filosofia na Grécia. Hegel o classifica como objetivo, porque considera que o espírito está imerso na natureza. O segundo é influenciado pelos gregos, mas começa efetivamente com o cristianismo e termina com Descartes. É um momento subjetivo, no qual o espírito toma consciência de sua existência e surge o desejo de liberdade. O terceiro, ou a síntese absoluta, acontece a partir da Revolução Francesa, quando o espírito consciente controla a natureza e o desejo de liberdade concretiza-se na concepção do Estado moderno.

Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, é derivado das condições materiais da vida.

A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, chamada "germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão; do feudalismo, os servos; e do capitalismo, o proletariado. O socialismo iria originar a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético: A sociedade comunista.

Draconian - Bloodflower

DRACONIAN - The Last Hour of Ancient Sunlight



Banda sueca de gothic metal.

Moonspell - Scorpion Flower



Os portugueses do Monspell misturam symphonic black metal e gothic metal, fazendo um metal extremo de excelente qualidade. É uma das minhas bandas preferidas.


"Não sou satanista. Não sou fascista e não prego matança de forma alguma. Acredito no homem apenas, em suas falhas e capacidades. Aqueles que tentam apunhalar as bandas e suas músicas e fãs são aqueles que deveriam rever suas atitudes e parar de agir como se fossem donos da verdade, pois são meramente censores. (...) Deixe-nos viver nossas vidas, nossa fantasia, nosso Metal. Deixe os fãs de Metal e bandas de Metal em paz!"

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

MOONSPELL.- Night Eternal



"Satã é apenas um grande símbolo para o Homem. Mas eu não esqueço também que ele foi criado pelo homem. Simplesmente isso. É uma questão de representação. E Satã tem características que podem e devem ser ligadas ao homem como nós realmente somos. Se eu quisesse ser específico, diria que escrevo muito mais sobre Luciferianismo e os mitos de Fausto/Prometheus ao invés de Satã. Para mim eles são coisas diferentes. Eu acredito nos Homens, em nossa capacidade para a beleza e o horror".

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

Moonspell - Finisterra



"Muito sumariamente, a religião é um mecanismo de projetar o Homem na figura de Deus, que foi criado pelo primeiro, e que por vicissitudes de poder e do fluxo histórico, foi ultrapassado pelos seus próprios métodos e criações. Hoje em dia a religiosidade cristã é um clube social moribundo, onde pessoas exercitam poderes e obsessões à custa de credulidade, que em nada pode ser comparada à Fé religiosa. Sou um antropocentrista radical, envolvido na revolução lenta e segura, de algum dia recuperarmos o que sempre foi nosso."

(Fernando Ribeiro, vocalista do Moonspell)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DARK TRANQUILLITY - Shadow In Our Blood



"As pessoas estão doidas, por razões erradas. Religião, é claro, é uma delas, é a coisa mais estúpida, é a razão de lutarmos o tempo todo." (Mikael Stanne, vocalista do Dark Tranquility)

DARK TRANQUILLITY - Final Resistance [LIVE IN MILAN]



Os suecos do Dark Tranquillity, uma das melhores bandas de melodic death metal. Em entrevista ao site Deadtide.com, o vocalista Mikael Stanne respondeu a uma pergunta sobre qual a diferença entre filosofia e religião.

" Bem, a filosofia é sua. É controlada por você mesmo. Mas a religião é controlada por outra pessoa, é a idéia dela, que nós, por alguma razão, acreditamos. Esse tipo de pensamento em grupo é tão perigoso quanto o inferno. A filosofia é sua, é algo que você desenvolve, algo em que você acredita. Isso te ajuda. É um sistema de segurança, e você precisa acreditar em alguma coisa."